Alexander McQueen levou os fashionitas para uma espécie de estádio, onde apresentou sua colecção para o inverno 2008. O tema da coleção? Bruxaria e antigas religiões – da cultura egípcia da antiguidade até o druidas da Inglaterra – que McQueen estudou após descobrir que um de seus antepassados morreu enforcado, acusado de praticar bruxaria.
McQueen já tende naturalmente para caminhos sombrios e obscuros, e agora com um tema desses atingiu seu ponto máximo. Sobre um pentagrama vermelho, pintado sobre um chão de areia preta, suas modelos caminhavam com maquilhagem egípcia, sob uma enorme pirâmide invertida, pendurada no teto. McQueen aposta em formas e tecidos rígidos, bem estruturados. Buscando novas silhuetas, o britânico experimenta com volumes, texturas e formas. Cintura marcada sempre. Formas em corpete – paixão do estilista – estão por toda a parte, com direito até a reprodução do clássico corpete em forma de busto e barriga criado por Issey Miake. Mas Mcqueen vai além, alonga-o para cima, tornando uma máscara, ou melhor, verdadeira armadura.Formas mais arredondadas também tem papel importante nesta busca por novas formas e silhueta. A alfaiataria também não fica de fora – afinal é o campo onde McQueen actua com excelência – vindo como toda a colecção bem estruturada, em cores escuras, com alguns metalizados.
Na última parte do desfile, chega a vez dos longos, com boas aplicações e óptimos trabalhos de textura.

































